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Juan Diego nasceu em 1474, originário do bairro de “Tlayácac” em “Cuautitlán” (20 km ano norte da cidade do México). Seu nome era “Cuauhtlatóhuac” com a terminação “tzin”: “Cuauhtlatoatzin” que pode ser traduzido em “o que fala como águia” ou “águia que fala”

Casou-se com Maria Lucía e não chegaram a ter filhos, mas adotaram um menino.

Em 1526 recebeu o batismo junto com sua esposa e seu tio Juan Bernardino, no templo de Santiago Tlaltelolco. Tinha 57 anos no período das aparições, numa época onde a média de vida era de 40 anos. Após a morte de sua esposa em 1529, passa a viver com seu tio em Tulpetlac.

Os Códices e a tradição apresentam Juan Diego dizendo “Ce Ma- cehualtzintli” que quer dizer um “macehualli” traduzindo fica “um homem honrável do povo”. Seu caráter é humilde e sua vida simples, não pertencia à classe de comerciantes, sacerdotes, funcionários do império ou soldados, nem mesmo a classe de escravos.

Sua atividade profissional consistia em tecer tapetes e cuidar de suas terras. Tinha algumas propriedades uma onde habitava seu tio (atual templo de Nossa Senhora da Saúde) e outros bens que doou depois das aparições.

A tradição conta que no mesmo dia em que o Manto foi transladado, Juan Diego deixou sua casa e sob autorização do Bispo, foi viver num quartinho ao lado da capela. Passou a servir no templo, desempenhando as tarefas de varrer, limpar e cuidar de tudo que era necessário para a capela, com humildade, prontidão e devoção .Ficava longas horas em oração diante do Manto. Com autorização do Bispo comungava 3 vezes ao dia, ato muito raro até então e exercitava a mortificação e jejuns. Atendia com muita atenção a todos os peregrinos e passou o resto de sua vida completamente dedicado ao relato das aparições a população.

Carregou consigo um mato, copiado do original, que deixou de herança para seu filho adotivo, que passou a seu neto e foi parar nas mãos de um sacerdote de Querétaro, onde se perdeu.

Faleceu no dia 12 de Junho de 1548, com 74 anos. Foi sepultado junto a seu tio na primeira capela dedicada e Virgem de Guadalupe.

Desde antes das aparições era conhecido entre todos como homem bom e justo. Depois de seus encontros com a Virgem dedicou-se a uma vida muito exemplar e as pessoas o consideravam santo.

Muito devoto e religioso, reservado e de caráter místico, praticava longas e simples penitências, mesmo antes de sua conversão. Nas primeiras horas do dia, ia caminhando desde seu povoado até Tenochtitlán, a 20KM de distância (3 horas de caminhada) pelas montanhas e povoados, para receber instrução religiosa e assistência a Santa Missa, todo Sábado e Domingo. Caminhava descalço como todos de sua classe, nos dias de frio usava sandálias confeccionadas de fibras de vegetais e peles.

Durante uma de suas caminhadas ocorre a primeira aparição e Maria fala em seu idioma, o náhuatl. Ela se refere a ele com grande carinho chamando-o de Juanito, Juan Dieguito, “o menor de meus filhos, meu filhinho ”.